Sobre a qualidade do leite, Leandro Marmitt, Médico Veterinário, falou de alguns dos pontos em que devemos focar para diminuir a CCS. Leandro iniciou o bate papo, mostrando os resultados já obtidos pela Cooperalfa, ao todo são 892 produtores, que juntos produziram 8 milhões e 200 mil litros de leite em setembro, com média de CCS, ficando em 366 mil, e CBT (contagem bacteriana total) ficando em 31 mil. E um dado que chama ainda mais atenção é que a filial de União do Oeste que possui 25 produtores, em setembro produziu 185 mil litros de leite, tem média de CCS de 328 mil e CBT média de 22 mil, esse é um leite tipo A.
Como foi possível obter esses números?
Leandro passou alguns pontos estratégicos que os produtores devem seguir para diminuir a CCS, não são métodos infalíveis, se não forem bem executados podem elevar a CCS. Abaixo colocarei alguns dos fatores, e uma breve explicação de cada:
- Higiene e conforto no ambiente de permanência do animais; O local de permanência dos animais deve ser o mais limpo possível, reduzindo o contato dos tetos com os patógenos.
- Adequada rotina de ordenha; Teste da caneca, pré-dipping, secagem dos tetos, acoplagem do equipamento, pós dipping. A linha de ordenha também é muito importante, 1º vacas prímiparas e multíparas que nunca tiveram mamites, 2º vacas que já tiveram mamites mas estão curadas, 3º vacas que tem mamites subclínicas, 4º vacas com mamite clínica e 5º vacas com mamites crônicas.
- Tratamento imediato dos casos clínicos; O tratamento imediato aumenta as chances de cura, sendo que nem todos os casos tem cura, dependendo do agente que causou a infecção, as chances são mínimas;
- Terapia de vaca seca; Hoje existem inúmeros produtos no mercado, bisnagas intramamárias, antibióticos de curto período de ação, de 25 dias e até produtos que chegam a 70 dias de ação, conciliando estes a um antibiótico via intramuscular e um bom selante de teto.
- Descarte e segregação de animais cronicamente infectados; As vacas portadoras de mastite crônica, devem ser segregadas e de preferência descartadas.
- Limpeza e manutenção do equipamento; A limpeza correta é feita de modo que um pré-enxágue com água na temperatura de 40º a 45ºC, com função de remover carga orgânica, após é feita a limpeza alcalina, com água na temperatura de 70º a 75ºC, com função de remover gorduras e proteínas e por último é feita a limpeza ácida, com água á 40ºC duração de 5 a 10 minutos, com função de remover resíduos do cloro do detergente, remover os minerais e inibir o crescimento de bactérias. Outro fator é a troca de teteiras no tempo certo, que seria nas 2500 ordenhas ou logo após.
Após está excelente apresentação, falei sobre o encontro que participei em Minas Gerais e sobre o futuro da atividade leiteira. Como prometido no post anterior, falarei do encontro em novos posts, escrevendo sobre cada assunto em especifico, então hoje mostrarei parte daquilo mostrado aos produtores.
Hoje cada vez mais o consumidor se preocupa com a origem do alimento, as condições usadas para a produção dos alimentos, os cuidados com o bem estar animal. Buscando cada vez mais, novas alternativas, novos produtos e sabores. Abaixo exemplos das novas opções já existentes:
Sabendo do aumento no consumo de leite, o significativo crescimento populacional nos próximos anos, e estando localizados nesta maravilha que se chama mundo tropical, temos a grande oportunidade de crescer no setor leiteiro. O Brasil tem um enorme potencial, depende de nós produtores, buscar aquilo que se adapta melhor as nossas condições, em uma extensão territorial gigantesca como é a do nosso país, não existe um modelo que podemos usar como padrão. Abaixo alguns fatores que explicam a possibilidade de crescermos no setor:
Para fechar o post de hoje, mostrarei que no Brasil, a cada ano, cai a quantidade de produtores de leite, ou seja, em pouco tempo, os que ainda estarão na atividade serão aqueles que tratam o leite como negócio, profissionais que tem total controle e entendimento do assunto. A imagem mostra o ano, e a quantidade de produtores.
IBGE / www.milkpoint.com.br
É isso pessoal, espero que gostem das informações que venho trazendo e irei trazer muitas outras. Pois hoje na internet temos pouquíssimas informações, muitos assuntos específicos não possuem artigo algum. Agradeço a oportunidade que a Cooperalfa deu para poder passar essas informações aos produtores.
Se tiverem sugestões, deixem nos comentários.
Se tiverem sugestões, deixem nos comentários.
Grande abraço.





oi,apesar de leiga no assunto,achei interessante o post e concordo que a informação compartilhada ajuda e muito a gerir qualquer negócio.Lembrando que todos esses cuidados influem na qualidade do leite que consumimos,por isso é muito importante.
ResponderExcluirwww.fuxikitosecia.com.br
Eu achei o tema bem importante, como você mesmo mencionou falta informações detalhadas sobre todo o processo, desde a pecuária até a mesa do consumidor.
ResponderExcluirParabéns pelo blog!
http://meucantinhojaque.blogspot.com.br/
Oi. Pois é, hoje possuímos poucas informações disponíveis sobre a pecuária leiteira, e quase nenhuma sobre o processo de produção e o controle de qualidade que os produtores fazem.
ExcluirQue assunto diferente! Acho super importante discutir sobre a condição dos animais, pois eles devem ser tratados com respeito! Bacana o post!
ResponderExcluirbj
Erika Magalhães
https://instagram.com/erikamagalhaesblog/
http://www.blogtodavaidosa.com.br/
OI
ResponderExcluirMuito interessante o seu post, não conheço do assunto mas gostei do texto.Concordo que temos que falar sobre as condições do animais.
Bjo
Adorei seu post, bem diferente e beeem interessante.
ResponderExcluirbjoos
Adorei o post amigo.
ResponderExcluirNunca tinha lido a respeito,sim o consumidor se preocupa com a origem do alimento,e temos sim que nos preocupar,e ainda assim o MP interceptou empresa de laticínios gaúcha que armazenava e distribuía leite adulterado das marcas Parmalat e Líder.A marca parmalat era a que eu mais usava na época,e hoje em dia por causa desse epsódio não uso nenhuma. Porém o seu post foi muito esclarecedor.
Parabéns pelo post.
Célia Lima
Oi. Obrigado! Hoje o consumidor não avalia só pelo preço, também pela qualidade. Sabemos de todos os episódios de adulteração que houve. Mas quero mostrar, que a maioria dos produtores são sérios e honestos, e que se preocupam com o consumidor.
ExcluirConcordo que temos que falar sobre as condições do animais , post super interessante adorei saber mais sobre o tema
ResponderExcluirObrigado. Nos próximos post, falarei mais sobre o assunto. Estresse térmico e outros fatores do bem estar animal.
Excluirquanta coisa boa que aprendi, sobre o leite e todos os cuidados com os animais
ResponderExcluirbeijinhos
http://falaseriorah.blogspot.com.br
No topico 2 quanto a adequada rotina de ordenhas, as vacas com mastite cronicas são ordenhadas mesmo assim por alguns produtores de leite? Eu já sabia que a qualidade do leite era classificado atraves desse criterio, citado nesse topico, mas não havia visto um pesquisa com dados assim... Muito bom os dados mais horripilantes para quem toma leite rsrsrsr, eu não consumo leite com frequencia mas gosto de vez em quando de queijo,, e ums pesquisa quanto a essa produção também seria impressionante e tambem útil...
ResponderExcluirOutra coisa que achei super interessante, mas , dessa vez muito boa é que que você citou em sua pesquiza que o produção leiteira é promissora quanto a qualidade. Dentro desse ponto de vista as empresas grandes dentro de alguns anos que investem mais em tecnologia e equipamento adequados possam mesmo produzir leite com um minino de CCS, sendo assim teremos leite para consumo de melhor qualidade mesmo, sem celulas somaticas/ bacterianas. Que esse futuro chegue logo, e que as empresas sigam realmente isso.
A ultima coisa, ficou com uma baita duvida. Os produtos Aurora são produzidos de que tipo de leite com relação a ordenha?
Além de muito boa a sua postagem sua apresentação também foi muito boa.
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A primeira pergunta, as mastites crônicas não significa que é tão grave a inflamação, mas sim que ela persiste por alguns meses, ou análises, o recomendado e que se elimine as vacas com mastites crônicas, em uma última tentativa de cura é na secagem, transição de uma lactação para outra. Em breve falarei desse assunto, mostrarei dados do sitio de minha família e como é feito o controle individual de cada animal. Não posso afirmar que esses animais não estão sendo ordenhados por outros produtores, em nosso sitio, esse animal entra em tratamento e é feita a secagem.
ExcluirA segunda pergunta, eles são produzidos com todos os leites considerados excelentes. São feitas análises diariamente, para verificar se não possui antibiótico, se possuir, o produtor arca com todos os prejuízos. E no mês são recolhidas 3 análises no tanque (resfriador), se nessas 3 o produtor ir mal, hoje ele será retirado, receberá o destrato. Então sim, o futuro é logo ali, não tem mais como fugir, a qualidade é o único jeito de o produtor se manter no mercado.